(E o mar engolindo, lindo
e o mal indo, vindo, rindo)
Ednardo
Para a morte, toda ausências, ofereço minha presença.
A essa tarde de esquecimentos entrego a minha melhor lembrança.
Eu não sou nada, nunca serei nada, também vou morrer.
O rosto da morte está em todos os medos. O rosto inimaginável.
Coqueiros
Geraldo Azevedo
Por entre as palmas desse lugar
Por coqueiros de beira mar
Beira os olhos do meu amor
Buscando os meus
Vento a soprar
Quero as águas verdes
E quero enfim
Ser maior do que esse mar
Que avança sobre mim
Sobre a areia quero amar
Mas vou te dizer amor, mulher
Na paisagem do teu corpo
Vou deixar meu sorriso
Entre cirandas e cirandar
A cidade Recife, o sal
Do mar que derramei, chorei
Quando deixei tudo por lá
Entre pedras, ruas, só meu amor
Entre a gente que falava de mim
Que parti
É hoje aqui quis me lembrar
Vendo as praias tão sem cor, enfim
Sem as palmas dos coqueiros meu amor
Eu me lembro