São tantas Bahias: a sua, a minha, a que já não está tão azul e mais.

Tem pena de mim, eu sou um menino ainda.

Quanto mais distante, mais próximo me sinto.

São quantos os santos? São todos. São meus pais.

Quando ela passa, a baiana, eu ouço o mar. É tanta água na fala. É tanta água.

São tantas baianas.

São todos os santos e eu te vendo passar.

Quando ela passa, me leva embora.

 

                 

 

São Paulo

 

Na guerra tudo é mais duro: o frio, a passagem do tempo, o olhar dos homens, a minha solidão.

E maior do que o viver é o lutar.

Em casa interessa viver. Viver, apenas.

Mas a guerra dá mais abrigo que a casa.

 

                                                                                        

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