Eu não me arrependo de toda a (inútil) sabedoria que não acumulei durante o tempo em que eu estava no exercício de te amar. Aquela época em que todas as pessoas que passavam por mim pensavam que eu estava sentado naquele banco infeliz desperdiçando a minha vida e, no entanto, eu estava te amando, eu estava te imaginando entre meus braços. E isso tomava meu tempo. Te amar me consumia. Era uma tarefa lenta, quase árdua em seu arrastar-se, mas era doce. Era quente e espesso. Tinha o sabor de todos os anjos, era como lamber suas pernas, deitar encolhido nas suas asas.
E me tomava o dia inteiro.



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