“O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.”
Nada disso sobra.
A morte engole tudo.



“O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.”
Nada disso sobra.
A morte engole tudo.
"Todas as manhãs o aeroporto em frente me dá lições de partir".
Manuel Bandeira.

Arte rupestre (1800-500 A.C)

Quadro de Basquiat - Street Pop (Agora mesmo, enquanto você respira.)
"O que é o azul? O azul é o invisível tornado visível. O azul não é mensurável como as outras cores."
Yves Klein.
(Klein) abandonou o estudo das tonalidades e optou por se concentrar totalmente numa cor única, o azul, cuja missão era unificar o céu e a terra, diluindo assim a linha plana do horizonte.
No outono de 1956, encontrou a solução para o seu problema, deenvolvendo um azul ultra-marino extremamente saturado, luminoso, de presença total, a "mais perfeita expressão do azul". O pigmento era o resultado de um ano inteiro de experiências, realizadas em colaboração com o químico parisiense Edouard Adam. Com esse azul, Klein tinha finalmente encontrado o modo de conferir expressão artística a sua forma pessoal de entender a vida....
O artista chegou ao ponto de proteger sua invenção, denominada IKB, através do registro da patente do International Klein Blue.
Do livro Klein, de Hannah Weitemeir.
Eu sempre quis muito, mesmo que parecesse ser modesto, juro que eu não presto, eu sou muito louco, muito.
Eu nunca quis pouco, falo de quantidade e intensidade. Bomba de hidrogênio. Luxo para todos, todos.
Caetano Veloso (e eu, nessa madrugada.)
As pequenas mariposas marrons estão se reproduzindo.
A depender da quantidade de janelas abertas e luzes acesas, elas entram às dezenas. Passam uma noite, morrem no dia seguinte. Seus corpos pelo chão da casa o transformam em um cemitério. Como eu as olho de muito perto, a morte delas é tão chocante quanto a morte. Na morte, onde tudo está parado para o morto, cria-se uma dança ao seu redor e as formigas dividem e levam consigo as pernas, antenas, olhos e asas estáticas das mariposas.
Eu poderia pensar que elas vêm dividir a minha luz, mas penso que vêm roubá-la.
Tudo em relação a elas torna-se um sadismo mecânico. Sem entender a razão é que eu diminuo as luzes fazendo com que elas se debatam em sua súbita cegueira, eu fecho o vidro da janela para que algumas se espatifem antes de entrar, eu vejo a mãe se contorcendo para espremer seus ovos, suas centenas de ovos, e sei que vou espremê-los quando ela de afastar.
Não quero as intrusas na minha casa. Talvez para esquecer que a minha hora também chega, os meus ovos, as minhas formigas.
A natureza é terrível demais, poderosa demais, inexorável demais para um ser que aprendeu a nomear e valorizar as coisas, como o homem.