De madrugada as árvores apodrecem. Eu ouço.



Eu amo a arquitetura do oriente. Amo observar como a distância física acabou por construir tantas diferenças. Amo ter objetos que vieram de longe, pensar que aquele pedaço de matéria atravessou oceanos e desertos para chegar nas minhas mãos, ou nas suas, porque eu o trouxe, porque eu te amo.
Amo o conceito de longas distâncias, apesar de saber que a distância não existe no plano afetivo, onde impera o tempo e que por causa da relatividade dessa última váriável muitos filósofos, muitos físicos e muitos amantes já quiseram pular por uma janela.