
O pop não poupa ninguém.
A rainha da Inglaterra que o diga.



Uma pessoa nunca deve se aproximar sorrateiramente de um coelho, enquanto ele dorme, para tentar beijar sua boca. Um coelho não entende essa experiência como um carinho, para ele é algo inusitado e assustador, da mesma forma um coelho nunca deve saltar sobre o rosto de uma pessoa enquanto esta dorme. Do ponto de vista do ser humano essa experiência é violenta e perigosa.
Uma pessoa nunca deve forçar a entrada ou a saída do coelho de seu palácio*. Uma pessoa nunca deve limpar ou "invadir" de alguma forma o palácio enquanto o coelho estiver lá dentro, da mesma forma o coelho não deve, em nenhuma circunstância, fazer cocô no palácio da pessoa**.
O coelho não deve continuar investindo sexualmente numa pessoa que já o rejeitou mais de três vezes consecutivas, em contrapartida, pessoa nenhuma tem o direito de esperar um coelho dormir para tentar virar-lhe de barriga para cima.
As paulistas agora deram para comprar coelhos. Elas começam, o país copia. Até pela internet vende. Coelhos-bonsai. Caríssimos.
A moda de ter coelhos como bicho de estimação começou tímida e agora virou moda. Basta ver na internet os coelhos-bonsai, aqueles minúsculos, peludos, mini-coelhos-leões, fuzzy-loop-lolly-poppy. Até os nomes são fofos. Custam de 70 a 100 reais.
Nefertite (uma espécie da raça dela) custa de 5 a 6 reais na Ceasa, mas pra mim ela não tem preço.
Com a necessidade de ter um coelho veio a necessidade de saber como um coelho funciona. E chegaram os manuais:
http://lagomorfos.blogspot.com/
Na minha época não tinha manual. Eu aprendi a lidar com a minha coelha na porrada.
Pensava que sabia ser só: ia ao cinema sozinha, gostava de sua própria companhia, falava sozinha em voz alta, ria de sua piadas. Uma tarde deu-se um silêncio e ela pensou: Se eu inventasse de me atirar pela janela ninguém ia me impedir. Da mesma forma, se inventasse de fazer um curso de cerâmica. Tudo, cada coisa, havia sido sempre decisão dela e havia sido sempre ela, nunca houvera mais ninguém. Nunca, desde o primeiro grito até o último, nunca houve ninguém, talvez alguém olhando para ela, mas o grito fora dela, sempre fora ela gritando ou rindo, ela, sozinha. Agora esse imenso espanto diante do que sempre fora seu: A liberdade.
Estréia nessa sexta-feira no Teatro Municipal de Alfenas-MG a peça “O que de Longe Parece Ser um Verso em Branco“. Com texto de Cláudia Barral, direção de Marcio Lima e com Ney Lima e Dani Guimarães no elenco. Montagem do Grupo de Pesquisa do Teatro Contemporâneo em parceria com a Cia. de Teatro Folgazão o espetáculo estará em cartaz dias 23, 24 e 25 de março sempre as 20:30h com ingressos a R$ 5,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia).