Tenho digitalizado fotos antigas. Tenho olhado para o passado, com saudade, com saúde.

Há muito tempo mantenho um álbum das fases e eventos mais significativos da minha vida. É bom. Eu gosto. Organiza as minhas lembranças. Aos poucos estou passando todas as fotos para o fotolog.net.  

Hoje eu já sei: Sou uma pessoa de tirar fotografias. Há períodos da minha vida dos quais eu tenho poucas fotos. Acho triste.

Fora que eu sou poser o suficiente para gostar de ver fotos minhas.

 

 

 

Se fôssemos infinitos

Tudo mudaria

Como somos finitos

Muito permanece

 

Bertolt Brecht

O momento em que um ser humano descobre que ele está sendo um otário é tão epifânico.

Aquele segundo mágico, em que o véu da ignorância se descortina, e você se percebe de quatro enquanto um outro ser humano calmamente, prazeirosamente, come a sua bunda (sem que você permitisse, ou quisesse, é claro).

E então corremos para o espelho para verificar se a palavra "otário" está escrita na nossa testa. E ela está! Não na testa, talvez, mas estava impressa em todos os nossos atos, em nossos pensamentos, em nossas reações, e foi por ela, pelo seu conceito, que nós, sem perceber, nos agachamos para que o nosso irmão nos passasse a pica.

Agora de quem é a culpa?

Do esperto que se aproveitou do otário, ou do otário porque foi otário? Do otário! Sem jamais esquecer que todo castigo pra otário é pouco.

Portanto, constato minha otarice resignada, aprendo com ela, penso "Puta que pariu, criatura, você já vai fazer 28 anos! Que ingenuidade da porra!", penso que se eu tivesse feito treinamento militar eu seria menos otária, reelaboro a questão de que o quê eu estou colhendo eu plantei, direitinho, com as minhas próprias mãos e decido parar de fazer drama porque, afinal de contas, eu não me embriaguei numa festa e acordei numa banheira de gelo sem um rim.

 

Assistam e se divirtam:

http://media.putfile.com/cabecao

Rapaz, foi, é, tá sendo... Sapinhoooo!!

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