Como manter um Nível Saudável de Insanidade no Elevador.

20 maneiras de manter um saudável grau de insanidade no elevador:

1) Quando houver só uma pessoa no elevador, dê um tapinha no ombro dela e finja que não foi você;
2) Aperte os botões do elevador e finja que eles dão choque. Sorria e faça de novo;
3) Se ofereça para apertar os botões para os outros ("qual é o seu?"), mas aperte os botões errados;
4) Segure a porta e diga que está esperando por um amigo. Depois dê um tempo, deixe a porta fechar e diga: "Olá amigo. Como vai você?"
5) Deixe cair sua caneta e espere até alguém se oferecer para pegá-la, então grite: "É minha!";
6) Traga uma câmera e tire fotos de todos no elevador;
7) Deixe uma caixa no canto, e quando alguém entrar, pergunte se elas ouvem um tique-taque;
8) Finja ser uma aeromoça e revise os procedimentos de emergência com os passageiros;
9) Pergunte: "Você sentiu isso?";
10) Quando a porta se fechar, fale: "Tudo bem. Não entrem em pânico. Ela abrirá novamente";
11) Mate moscas que não existem;
12) Diga às pessoas que você pode ver suas auras;
13) Grite "Abraço grupal!!!", e então force-as;
14) Faça caretas dolorosamente enquanto bate na sua testa e murmure: "Calem a boca, todos vocês! Calem a boca!";
15) Abra sua pasta ou bolsa, e enquanto olha dentro, pergunte: "Tem ar suficiente aí dentro?";
16) Fique quieto e parado no canto do elevador, encarando a parede;
17) Coloque uma marionete na mão e use-a para falar com os outros;
18) Faça barulhos de explosão quando alguém apertar um botão qualquer;
19) Encare outro passageiro por um tempo, e fale: "Estou usando meias novas";
20) Desenhe com um giz um pequeno quadrado no chão e diga para os outros: "Este é o MEU espaço".
 
 
(PÉROLA que circula na internet. AMO mais do a mim mesma!)

A grande novidade prática é que eu aprendi a cozinhar a arroz.

Considerando que eu sou uma pessoa que ama arroz e, pela primeira experiência, não sou o que se pode chamar de peso morto na cozinha, vai rolar sempre um risoto esperto na minha casa. Aliás o quesito "comida" foi o único com o qual eu não me preocupei muito "no quando da minha mudança" (coloquei entre aspas porque eu não sei se isso faz sentido mas achei "no quando da minha mudança" bacana...). Pra quem não sabe eu estou morando sozinha há quatro meses. Eu, que sei que entrei em vários bolões da família como "a que não conseguiria sair de casa jamais porque é muito apegada à família e muito débil mental pra conseguir ligar um eletrodoméstico sozinha." Quem apostou em mim, perdeu. Eu saí de casa (eu SEMPRE defendo que dinheiro gasto com psicanalista NÃO É dinheiro jogado no mato...) e minha casa é muito fofa. E eu tenho sobrevivido lindamente nela. Só não tem comida. Esse PEQUENO detalhe foi sempre colocado como uma questão a se decidir depois e as possibilidades "comida congelada", "mandar trazer a comida lá de casa", "aprender a cozinhar", "se alimentar de luz", foram se acumulando... Como eu me mudei em outubro e veio o fim de ano e começo de ano e mil viagens eu fiquei sobrevivendo de leite, sucrilhos e pizza até o fim do carnaval, quando terminariam as viagens e eu teria que decidir. Parece que o que eu estou decidindo é um pouco de tudo isso... Aprender a fazer risotos já foi um grande passo. Fora que eu acabo de descobrir que existe um macarrão da Maggi que é MUITO bom... E o velho Miojo que nos salva do desespero. Em dias mais abastados: comida japonesa. Por mim, eu pediria comida japonesa TODOS os dias, mas com o que se gasta fazendo isso dá pra ir pro Japão e fazer um curso de culinária lá...

Eu vi, numa comunidade do orkut "A odisséia de morar sozinho", um rapaz desesperado porque precisava morar sozinho, mas não tinha grana. Ele perguntava para os outros moradores solitários qual era o eletrodoméstico mais importante de ser ter numa casa. Quem ganhou nos votos: Geladeira, televisão e computador. A sensação que eu tenho aqui em casa (sou estranha: NUNCA ligo nem o som nem a televisão. Aqui é silêncio o dia todo, senão o barulho de fora me atrapalha e eu não consigo pensar.) Como eu estava dizendo, eu sinto que a única coisa que realmente foderia a minha vida se me faltasse seria a máquina de lavar roupas. TODO o resto é possível de ser feito sem ajuda da tecnologia (eu estou falando de limpeza, no quesito "alimentação" microondas é luxo, fogão é pra rico. Se rolar, faça um fogueira na área de serviço, se não, coma cru...) mas eu não consigo me imaginar tendo que esfregar uma toalha de banho NO BRAÇO. Sou fumante, não tenho preparo físico... Manda lavar fora? E a disposição? Aqui em casa, sem máquina de lavar roupa, ia dar bicho em mim... E a geladeira? Luxo. IMPORTANTE MESMO é a máquina de lavar roupas.

Antes de me mudar passava na minha cabeça tudo que poderia dar errado. E, sim, eu sou muito apegada à minha família e todos eles ficaram com medo de que a experiência fosse traumática e eu colocasse fogo no apartamento pra ter uma desculpa pra voltar pra casa deles... De todos os medos e inseguranças que rodeavam a minha cabeça, antes de mudar, medos tais como "E se eu me sentir mal sozinha e não conseguir alcançar o telefone?", "E se entrar um assaltante na minha casa?", "E se eu me sentir muito sozinha?", "E se eu tiver um vizinho tarado?"... Só havia um medo REAL que, DE FATO, aterrorizava minha cabeça esclarecida e racional: Assombração. Sim. Contra ISSO é que não se dá jeito...  

Por isso que a minha casa é um misto de templo indiano, igreja católica e terreiro de candomblé. Pelo menos eu acho que eu decorei uma casa à prova de lugares bizarros. Mas ainda tem MUITO santo e mandalas e incenso e altares e vela e coisas assim pra eu comprar e entulhar... Claro que sempre com o MEGA bom gosto que me é característico... Apostando no sincretismo contra alma penadas...

No mais, inventei de escrever um cena de terror pra um trabalho e tive que dormir com um santo em cada mão... São Francisco e Nossa Senhora, em cima da cama.

( Eu SEI que eu sou ridícula).

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