Estou gripada. Muito.

Soube que muita gente em Salvador está gripada. Todo carnaval é assim.

Milhares de pessoas amontoadas, trazendo seus vírus de milhares de lugares diferentes, pulando e bebendo e, consequentemente, baixando a resistência física o resultado só pode ser esse: Fim do carnaval = Epidemia de gripe em Salvador.

E como eu sou maluca assumida, confesso que uma palavra que me dá pânico é "Epidemia". Eu tenho muito medo que o nosso triste fim seja a dizimação da humanidade por causa de uma doença terrível, altamente contagiosa, que se espalhará nos ares do planeta inteiro e acabará com a espécie em menos de dois anos. SE isso acontecer esse vírus bombado só poderá ter surgido ou em algum laboratório dos EUA ou num daqueles mercados de animais do Vietnam (onde surgem todos os vírus legais). Ou no carnaval de Salvador.  

E o mais bizarro de tudo é pensar, no caso de uma guerra biológica, por exemplo, que cai por terra os conceitos de "nação" de "aliados". Esses conceitos, muitas vezes, foram as únicas armas que um povo teve para tentar vencer outro povo numa guerra. Mas com a guerra biológica, se coloca o país contra si mesmo. Qualquer pessoa pode estar infectada. Todos estarão contra todos.

Eu acho BIZARRO.

Por enquanto vou descansando e esperando meu catarro amarelo voltar a ficar branco.  

 

Vale à pena conhecer um pouco melhor o trabalho desse escultor australiano Ron Mueck. Não. Ele não é esse senhor da foto. Esse senhor é uma das esculturas dele (Ron Mueck trabalha o hiper realismo) e faz parte de uma exposição, cujo nome eu não tenho a menor idéia, mas que retrata o homem desde o nascimento até virar anjo. Sim, para Ron Mueck nós viramos anjos depois de sermos esse velho bizarro aí da foto.

Achei MUITO impressionante e perturbador.

O link para mais imagens dele: http://www.jamescohan.com/artists/ronmueck/

(Amo artes plásticas. Amo internet.)

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